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Direto ao Ponto!

É com grande emoção que hoje inauguramos mais um espaço para fazer o que a gente mais gosta: dialogar e refletir. Sobre o quê?

Sobre Educação Infantil, infância, formação de equipes docentes, alimentação, saúde e tudo o mais que for do interesse das crianças e suas famílias.

Escolhemos outubro para começar, porque é um mês dedicado às crianças e aos professores.

Neste ano de 2016 a Ponto de Partida completou 39 anos de vida, dedicados a Educação Infantil.

É isso o que fazemos, plantamos o gosto, atiçamos o desejo, registramos, avaliamos, e, acima de tudo, refletimos para que nossas ações caminhem para libertar nossos alunos e nossos professores do jugo da repetição e da inconsciência no fazer da Escola.

Escola deve ser um lugar onde aprendemos que para viver nossa vida todos os dias é bom que nos dediquemos a conhecer, a duvidar, a perguntar. 

Duvidem das Escolas que são centros de repetir, de decorar, de fazer sempre igual.

Escola precisa ter significado e vida, fazer sentido para as pessoas que nela estão, senão, não serve para quase nada.

Enquanto a Escola não for um lugar atraente e desafiador para todos os nossos alunos, estaremos nos saindo muito mal em nossa responsabilidade como país, como nação.

Enquanto a Escola não for um centro formador e promotor de convivência entre pessoas, não teremos feito nossa lição de casa mais básica: Educar para a cidadania e para a responsabilidade social.

Uma palavra de ordem em nosso país em relação à Educação é como podemos democratizar o acesso à informação, às expressões da cultura e não normatizar o conhecer, o aprender.

Em todos esses anos muita coisa mudou, no mundo, na Escola e em nós. O que permanece é a nossa crença que para se aprender é preciso falar e ser ouvido, escrito, cantado.

As ideias que se tornaram presentes, mais fortes e vivas, são:

  1. Reflexão contínua para uma ação didática transparente  e coerente junto à criança e sua família.
  2. Formação continuada das pessoas que estão na Escola. Todas são educadoras, todas ensinam.
  3. Relações delicadas e firmes. Poder duvidar.
  4. Trabalhar grupal e individualmente com as crianças e com a equipe de educadores.
  5. Brincar é preciso, ouvir também.

Os saberes e os fazeres mudam; o desejo de aprender, o processo de investigação e pesquisa e a curiosidade para com o mundo que nos cerca, uma vez plantados e adubados, permanecem na vida.

As ideias que enfraqueceram foram todas aquelas que fecham conversações, que rotulam, que procuram causas, que descrevem mundos que não criam novas possibilidades de sentir, pensar, falar e agir.

É preciso viver quando se está vivo e para isso precisamos contar com mãos que nos guiam nos caminhos que ainda nos são desconhecidos.

Boa parte dessas mãos está na Escola.  A responsabilidade é grande!

Venha dialogar conosco!

Eliana Moreira
pela equipe Ponto de Partida


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